Por JOÃO ALMEIDA – Jornalista, Sommelier de Cachaça e bartender formado pelo Senac.
http://www.brasilnocopo.com.br/9-alambiques-para-voce-conhecer/

Que tal comprar uma boa Cachaça de alambique e de quebra, ainda guardar ótimas recordações de um lugar inesquecível? Ou ainda comprar uma ótima Cachaça artesanal e harmonizando com aquela iguaria que só tem naquele local? Deu água na boca, né? Durante muito tempo, nós do Brasil no Copo viajamos e provamos grandes Cachaças e agora é hora de compartilhar com todos uma pequena lista de 12 alambiques para visitar em 2017. São alambiques localizados em vários pontos do Brasil, desta forma, se você está em viagem de férias, então anote os endereços e divirta-se.

1 – No caminho do sertão, o verde da Cachaça
Nossa primeira indicação fica a cerca de 80 km de Recife. A fazenda onde se produz a Sanhaçu, na cidade de Chã Grande, pode ser reconhecida como um pedaço de paraíso para a biodiversidade. Resultado do sonho de Moacir, o patriarca da família Barreto, que mesmo antes de se aposentar já sonhava em produzir Cachaça. O alambique, tocado pelos irmãos Elk, Oto e Max Barreto (que mesmo longe trabalha intensamente pelas Cachaças da família) é hoje um exemplo de como trabalho e dedicação são os principais ingredientes em qualquer receita de sucesso. Atualmente recebe mais de 200 pessoas por mês, entre estudantes e apreciadores de Cachaça, levados, principalmente pelas premiadíssimas Cachaças Sanhaçu, armazenadas em freijó e amburana. Veja a história e se apaixone!
Não saia de lá sem: provar uma boa Cachaça direto dos barris da Sanhaçu, batendo um papo agradável com uma das família cachaceira mais acolhedoras do país. Maestro do papo: Moaci e seus causos!
Outras informações: www.sanhacu.com.br

2 – Um pedacinho da Itália numa taça de Cachaça
Assim poderia ser definido o alambique das famílias Remus e Bittinelli, que produz a Cachaça Velho Alambique, no município de Santa Tereza. com apenas dois mil habitantes, a cidade, que é patrimônio histórico e cultural é considerada hoje o segundo polo mais importante para a imigração italiana no Brasil. Para muitos estar em Santa Terezinha é uma forma de matar saudade da pátria mãe. Veja um pouquinho da história e se encante com o espetáculo oferecido pela natureza neste pedacinho da Serra do Taquari.
Não saia de lá sem: provar as iguarias envelhecidas nas madeiras Grápia e Angico, mais comuns de se encontrar no sul do pais!
Outras informações: www.velhoalambique-rs.com.br

3 – Uma Cachaça no meio do Parque Ecológico
Mais uma belíssima homenagem à biodiversidade brasileira pode ser vista, tocada e sentida durante uma visita ao alambique que produz a belíssima Vale Verde, na cidade de Betim a 42 km de Belo Horizonte. além de acompanhar de perto todo processo de fabricação da Cachaça (se estiver na época de produção, que vai de maio) o apreciador ainda poderá tomar contato com as verdadeiras iguarias guardadas nos barris de Carvalho Europeu do alambique.
Não saia de lá sem: visitar o Museu da Cachaça, com mais de 1500 rótulos, 80% deles de Cachaças mineiras.
Mais informações: www.cachacavaleverde.com.br

4 – Visite uma Cachaçaria e leve seu barril
Além de tomar uma bela Cachaça, ao visitar a Cachaçaria Melicana, em Bom Despacho, no centro-oeste mineiro, você ainda pode acompanhar o processo de produção da aguardente de melado Cana, que está entre uma das melhores do país. e se a pedida for a Cachaça, não deixe de provar a envelhecida em tonéis de Castanheira. Sim, envelhecida. Os barris com capacidade de 700 litros são lacrados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o que garante a procedência e a qualidade sensorial da bebida.
Não saia de lá sem: visitar a central de venda de barris, feitos lá mesmo pelo proprietário do alambique. São tonéis que custam à partir de R$ 180,00 (três litros) nas madeiras Amburana e Castanheira. Que tal envelhecer sua própria Cachaça em casa?
Mais informações: www.cachacariamelicana.com.br

5 – No coração do Vale do Paraíba tem Cachaça da boa
E vale a visita. Mônica, bancária aposentada e César Carneiro, médico, juntaram as ideias empreendedoras e do encontro surgiu o alambique da Cachaça Única, em Salesópolis, no Vale do Rio Paraíba. A 120 km de São Paulo a visita é um encontro com o modo simples e com a boa culinária do interior paulista. Uma rápida volta pela cidade, é possível encontrar licores e geleias feitas a base de Cambuci. O cheiro de roça onde é produzida a Cachaça Única é outro atrativo para o visitante.
Não saia de lá sem: provar a comida caipira feita na própria fazenda para harmonizar com a Cachaça local.
Mais informações: www.tabernadocedro.com.br

6  – A arte de receber com a taça na mão
Na região cercada por estâncias turísticas, nem precisa procurar muito para encontrar a Fazenda Benedetti, onde se produz a Cachaça Flor da Montanha. A fazenda fica bem no km 138 da rodovia SP 360, que liga Amparo à Serra Negra. No local não há acomodações, opções encontradas com facilidade na cidade de Aparo. Os barris de Carvalho, bálsamo e Amendoim do Campo são um convite bem aceito pelos promotores do turismo receptivo. Na loja, uma pequena passagem dá acesso à central de envelhecimento do alambique. A Fazenda Benedetti foi grande fornecedora de café. Com a crise dos anos 1930, surgiu a cana-de-açúcar e a Cachaça. Nunca mais deixaram de produzir. Ainda bem!
Não saia de lá sem: harmonizar uma boa Cachaça tirada do barril com o café de grão arábica que eles produzem lá mesmo!
Mais informações: www.facebook/fazendabenedetti

7 – Um mito na beira do mar
Não é possível gostar de Cachaça e pelo menos uma vez na vida, não esticar até a cidade de Paraty, no litoral FLuminense e conhecer Maria Izabel. Produtora da Cachaça que leva o mesmo nome, a empresária oferece simplesmente um show de simpatia ao receber os turistas que aparecem às pencas para provar o que tem nos barris do alambique. Localizado bem na beira da Bahia de Paraty e com uma pequena plantação de cana-de-açúcar, o alambique é realmente uma atração. Com paciência, Maria Izabel, reúne todos numa mesa e explica cada Cachaça servida na sessão de degustação. O local também oferece uma infraestrutura de hospedagem, bom para acordar diante da Bahia de Paraty!
Não saia de lá sem: ela tem Cachaça em Carvalho, mas para mim, não dá pra sair de lá sem trazer uma envelhecida em tonéis de Jequitibá!
Mais informações: www.mariaizabel.com.br

8 – Pequena notável de Serra Negra
A região de Serra Negra, no interior de São Paulo, já é por si só um convite ao descanso, ao fim do estresse e tudo que é relacionado com o que há de melhor, tanto no ramo da recepção, quanto no ramo da culinária. E quando se pensa em uma Cachaça que tem o nome Alma da Serra, melhor ir conhecer. O dono da obra que começou a produzir licor usando a aguardente de cana-de-açúcar como base. Hoje mantém em uma micro destilaria que ocupa 170 metros quadrados (daí o nome micro), uma estrutura de onde saem verdadeiras iguarias. A microdestilaria redestila cachaças que já nascem boas e nas mãos dela conseguem ficar ainda melhor.
Não saia de lá sem: provar o Licor Trigoni, que leva em sua composição especiarias, casca de laranja, passas e grãs de café arábica. É como se ele estivesse te dizendo, vá, mas volte!
Mais informações: www.microdestilariahof.com.br

9 –  A Cachaça da Terra dos Sonhos!
Escravos que vieram da cidade Angolana de Cabilé emprestam o nome a esta Cachaça que é uma verdadeira iguaria da cidade de Piau a 285 km de Belo horizonte. A fazenda cheia de história é um convite a conhecer a fundo as origens de nossa Cachaça. Distribuída recentemente pelo Clube CN, o clube de assinantes da Cachaçaria Nacional, a Cachaça despertou a curiosidade de Rafael Araújo sócio-proprietário da empresa, que foi até o Alambique mostrar as belezas do local.
Não saia de lá sem: provar a Cachaça em Castanheira direto do barril, servida pelo mestre alambiqueiro Zé Eduardo! Será, com certeza, o ponto alto de sua visita!
Mais informações: www.cachacacabile.com.br

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